A candidata democrata Susan Crawford foi eleita para a Suprema Corte do Wisconsin, nos Estados Unidos, na noite desta terça-feira (1º). A vitória foi projetada pela Associated Press.
A disputa ficou conhecida como a eleição judicial mais cara da história dos Estados Unidos, com mais de US$ 90 milhões gastos pelos candidatos, de acordo com a agência de notícias Reuters. Somente Elon Musk teria investido mais de US$ 21 milhões.
Além do bilionário, o derrotado juiz Brad Schimel também foi apoiado por Donald Trump. Já Crawford garantiu o apoio do bilionário George Soros e do ex-presidente Barack Obama.
O controle do tribunal estava em jogo, já que a vitória de Crawford representa um domínio democrata de 4-3.
Ainda segundo a Reuters, a eleição foi vista por muitos como uma referência sobre a avaliação da presidência de Trump. Em outro teste da popularidade de Trump, dois republicanos do estado da Flórida tiveram as suas vitórias projetadas para preencher vagas na Câmara dos Deputados dos EUA.
Os investimentos dos bilionários Musk e Soros auxiliaram a disputa a se tornar a eleição judicial mais cara dos EUA.
O dono da Tesla tornou-se uma figura central na corrida. Ele realizou um comício no domingo à noite, onde seu comitê de ação política distribuiu US$ 1 milhão para dois eleitores. O procurador-geral democrata de Wisconsin, Josh Kaul, entrou com uma ação para bloquear os pagamentos, argumentando que eles violavam uma lei estadual antissuborno.
O bilionário também prometeu pagar US$ 20 por cada eleitor que os voluntários recrutassem antes da eleição.
Apesar de não ter as mesmas táticas, a campanha de Crawford também recebeu altos investimentos. Além de Soros, o governador de Illinois, J.B. Pritzker, apoiou a juíza.
Estado Decisivo
O Wisconsin já configurava um dos estados-chave na eleição presidencial de 2024. O presidente republicano venceu no estado por menos de um ponto percentual.
Segundo a Reuters, é provável que o estado, em especial a Suprema Corte, continue a emitir decisões críticas antes das eleições de meio de mandato, em 2026, e da corrida presidencial de 2028. O Wisconsin está às margens de decidir sobre a continuidade do direito ao aborto no estado.